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PP encomenda pesquisa sobre candidatura de Derrite para prefeito de SP

Aliança entre PL, PP e Republicanos é cogitada para construir chapa eleitoral

por

iG Último Segundo

29 de dezembro de 2023

IG

Guilherme Derrite e Jair BolsonaroReprodução: Instagram

O Diretório paulistano do PP (Partido Progressista) encomendou uma pesquisa eleitoral com o intuito de avaliar a viabilidade de uma possível candidatura de Guilherme Derrite, atual secretário estadual de Segurança Pública, para concorrer à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2024, segundo a coluna Painel da Folha de São Paulo.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi um dos que sondou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em novembro, buscando informações sobre uma eventual candidatura de Derrite.

Os principais aliados políticos de Derrite encontram-se no PP, partido ao qual esteve filiado de 2018 a 2022. Sua migração para o PL ocorreu quando Bolsonaro mudou de partido.

Na ocasião da sondagem de Bolsonaro, alas do Republicanos e do PP iniciaram debates sobre a possibilidade. Uma das ideias discutidas foi a construção de uma chapa envolvendo as duas siglas e o PL, que poderia lançar um candidato próprio.

Atualmente, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, tem manifestado que o partido apoiará o prefeito Ricardo Nunes (MDB) em 2024, com a escolha do vice a cargo de Bolsonaro, apesar dos gestos de apoio do ex-presidente a Ricardo Salles (PL). O PP e o Republicanos também têm indicado apoio ao emedebista.

Os dirigentes do PP se mostraram entusiasmados com o resultado do levantamento conduzido pela Opinião Pesquisa e Govnet. No levantamento, Derrite aparece com 5%, no mesmo patamar dos deputados Tabata Amaral (PSB) e Ricardo Salles, ambos com 6%, que já se posicionaram publicamente como candidatos, ao contrário do secretário.

A expectativa é de que o secretário possa participar da disputa eleitoral como representante da área de segurança pública, um dos temas considerados centrais para a campanha de 2024, conforme têm analisado pré-candidatos.

A deputada federal Tabata Amaral (PSB), ao convidar José Luiz Datena para se filiar ao PSB e, possivelmente, integrar sua chapa como vice, demonstrou considerar esses movimentos estratégicos na corrida eleitoral, conforme relatos da coluna.

Quem é Derrite?

Nascido em Sorocaba, interior de São Paulo, Guilherme Muraro Derrite, de 39 anos, é oficial da reserva da Polícia Militar e deputado federal licenciado. Ele também é bacharel em Ciências Sociais e Segurança Pública, além de possuir bacharelado em Direito. 

O PM comandou pelotão de ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) de 2013 a 2015 e já chegou a ser afastado por excesso de homicídios. Em sua cartilha, ele afirma que o papel da polícia é “tocar o terror”.

Durante o tempo como deputado federal (2018-2022), compôs a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e a Comissão de Constituição e Justiça. 

No primeiro mandato, ele foi relator do PL 6579/13, que encerra as saídas temporárias de presos no Brasil. No ano passado, ele desenvolveu o plano de governo de Tarcísio de Freitas.

Derrite ganhou notoriedade ao dar declarações que incentivavam a letalidade policial. Em 2018, ele afirmou que era vergonhoso um PM não matar três criminosos em cinco anos.

“Porque pro camarada [policial] trabalhar cinco anos na rua e não ter matado três ocorrências, na minha opinião, é vergonhoso, né?! Mas é a minha opinião”, afirmou o militar.

Em janeiro de 2023, ele disse que se arrependeu da fala e que hoje incentiva o não combate.

“Eu estive na Rota [a tropa de elite da PM] na semana passada conversando com os oficiais, e isso era uma coisa informal, que ninguém sabe, mas fui lá justamente para passar o recado: ‘Senhores, nosso compromisso é de não estimular o confronto”, disse à Folha de São Paulo.

Recentemente, Derrite declarou que a imprensa “trabalha a favor de criminosos” e que a mídia “romantiza” traficante.

“A imprensa, algumas vezes, romantiza a vida do ‘cara’ [traficante]. Como foi a questão do soldado Patrick Reis. O ‘sniper do tráfico’ [sobre o atirador que matou Patrick], chamando o bandido de sniper, qualificando. Então, existe uma guerra cultural por trás”, afirmou Derrite em conversa nas redes sociais com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Para o secretário da Segurança Pública de São Paulo, a imprensa é canalha e trabalha para o crime. Ele ainda relacionou jornalistas com criminosos. “Como diria um ex-comandante meu: esses indivíduos, não é que eles torcem para o outro lado. Eles trabalham a favor do crime, esses covardes”, disse Derrite em outubro deste ano.

Aliado da família Bolsonaro, Derrite já defendeu o antigo governo em relação à criminalidade.

“Não é possível que em 2023, tenha gente que ainda pense no discurso de que, olha, a culpa da criminalidade é que o presidente Bolsonaro flexibilizou [o armamento]. Isso é uma coisa de quem é cego, ou é enviesado, ou não sabe nada de segurança pública. Dessas 119 armas, nenhuma arma é do atirador, coronel, ou secretário. Todas do mercado ilícito”, declarou o secretário durante palestra.

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