São Paulo
21°C
Rio de Janeiro
25°C
Brasília
22°C
Salvador
29°C
Belo Horizonte
22°C
Fortaleza
29°C
Recife
29°C
Manaus
26°C
Curitiba
20°C
Porto Alegre
26°C
Home >> Último Segundo >> Moraes relata conversa com Lula durante ataques do 8 de janeiro

Moraes relata conversa com Lula durante ataques do 8 de janeiro

Presidente conversou com ministro do STF para verificar possibilidades jurídicas

por

iG Último Segundo

4 de janeiro de 2024

IG

Alexandre de Moraes, ministro do STFMarcelo Camargo/Agência Brasil – 04/10/2023

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou que, no dia 8 de janeiro de 2023, durante os ataques golpistas em Brasília, recebeu uma ligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração, divulgada nesta quinta-feira (4), foi feita à jornalista Julia Duailibi para o documentário “8/1: A Democracia Resiste”, da GloboNews. Segundo Moraes, Lula o contatou por intermédio do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, para verificar possibilidades jurídicas.

“Eu disse que o governo deveria fazer os pedidos [de desocupação dos quartéis e de afastamento de autoridades] via AGU [Advocacia-Geral da República]. Conversei também com o ministro Jorge Messias [da AGU]. Foi a AGU que fez os pedidos, tanto de desocupação dos quartéis, de todos os quartéis, quanto de afastamento das autoridades públicas em tese envolvidas”, disse Moraes.

Segundo ele, é um “grande erro” atribuir a ele o afastamento do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), do cargo no dia seguinte aos ataques. “Aí é um grande erro, que foi sendo passado, de que eu afastei o governador Ibaneis de ofício. Houve um pedido expresso da AGU para que todas as autoridades públicas, independentemente de grau, que tivessem eventual envolvimento, fossem afastadas”, afirmou.

Em entrevista ao Globo divulgada mais cedo, Moraes afirmou que o plano dos invasores golpistas era prendê-lo e enforcá-lo após o golpe.

“Eram três planos. O primeiro previa que as Forças Especiais [do Exército] me prenderiam em um domingo e me levariam para Goiânia. No segundo, se livrariam do corpo no meio do caminho para Goiânia. Aí, não seria propriamente uma prisão, mas um homicídio. E o terceiro, de uns mais exaltados, defendia que, após o golpe, eu deveria ser preso e enforcado na Praça dos Três Poderes. Para sentir o nível de agressividade e ódio dessas pessoas, que não sabem diferenciar a pessoa física da instituição”, declarou Moraes.

8 de janeiro Alexandre de Moraes Ataques golpistas Lula

Esteja sempre por dentro!

Assine nossa newsletter e receba as principais informações em seu e-mail.