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Missão de pouso na Lua é cancelado após perda combustível

A Astrobotic Technology anunciou o cancelamento da missão, que tinha previsão para pousar no satélite natural no dia 23 de fevereiro

por

iG Último Segundo

9 de janeiro de 2024

IG

A empresa enviou o primeiro módulo lunar dos Estados Unidos em 50 anosReprodução: Flipar

Nesta terça-feira (09), a empresa Astrobotic Technology anunciou que estava abandonando a tentativa de pousar a espaçonave Peregrine na Lua. A espaçonave é o primeiro módulo lunar lançado pelos Estados Unidos em cinquenta anos, e partiu rumo ao satélite natural na madrugada da última segunda-feira (08).

A empresa informou que a espaçonave teve uma “perda crítica” de propelente, causado por um vazamento de combustível.

A informação já era esperada. Algumas horas depois do lançamento da Peregrine na Flórida, a empresa disse que a missão estava em perigo, pois o modulo lunar não estava conseguindo se posicionar de frente ao Sol. Segundo a empresa, um problema de propulsão deve ter gerado a instabilidade, o que impedia o recarregamento das baterias da espaçonave.

A Astrobotic teria conseguido resolver o problema com a bateria, mas não corrigiu o sistema de propulsão. Em um comunicado emitido na última segunda-feira, a empresa explica que o vazamento estava prejudicando os propulsores do sistema de controle de atitude do módulo Peregrine. Ele seria responsável para alinhar precisamente o módulo em forma de caixa de 1,8 metros enquanto está no espaço. Entretanto, os propulsores operaram “bem além de seus ciclos de vida esperados para evitar que o módulo entre em uma rotação incontrolável”.

O comunicado informava que os propulsores poderiam operar por mais 40 horas no máximo. “Neste momento, o objetivo é aproximar o Peregrine o máximo possível da distância lunar antes de perder a capacidade de manter sua posição de apontamento para o sol e, consequentemente, perder energia”.

Mesmo após a informação que a missão estava em perigo devido ao vazamento de combustível, a Astrobotic trabalhou durante a segunda-feira para tentar estabilizar o problema.

A empresa chegou a publicar a primeira imagem tirada pelo módulo Peregrine no espaço, em que é possível ver as camadas externas de isolamento do veículo que estavam amassadas.

Segundo a Astrobotic, a imagem foi “a primeira pista visual que se alinha com nossos dados de telemetria apontando para uma anomalia no sistema de propulsão”.

Lançamento

Desde o lançamento da espaçonave, a missão foi classificada com uma primeira etapa totalmente bem-sucedida. Ela foi lançada no topo de um foguete Vulcan Centaur desenvolvido pela joint venture Lockheed Martin e Boeing chamada United Launch Alliance.

O foguete comportou-se como era esperado, conseguindo entregar o módulo lunar em órbita de injeção translunar, segundo informou a ULA. 

Inicialmente, o Peregrine comunicava com sucesso com a Rede de Espaço Profundo da Nasa, ativando os sistemas aviônicos e “os controladores térmicos, de propulsão e de energia, todos ligaram e funcionaram como esperado”.

“Após a ativação bem-sucedida dos sistemas de propulsão, o Peregrine entrou em um estado operacional seguro”, completou a empresa dizendo que após isso o módulo lunar começou a apresentar anomalias. Ele acabou apontado para longe do Sol e incapaz de carregar as baterias.

De acordo com a Astrobotic, os controladores da missão “desenvolveram e executaram uma manobra improvisada para reposicionar os painéis solares em direção ao Sol”, que acabou sendo bem sucedida, mas não resolveu o problema subjacente de propulsão.

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