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Grupo UN Watch acusa agência da ONU na Palestina de apoiar Hamas

Organização não-governamental e independente diz que que membros da UNRWA declaram apoio ao grupo terrorista no Telegram

por

iG Último Segundo

11 de janeiro de 2024

IG

Israel, Palestina e o contexto do conflitoFoto: Freepik

Uma investigação divulgada nesta quarta (10) da UN Watch, organização não-governamental e independente, com sede em Genebra, na Suiça,  que tem como propósito monitorar as ações da ONU, sugere que trabalhadores das Nações Unidas em Gaza usaram um canal interno do Telegram, destinado a facilitar o seu trabalho, para elogiar os massacres do Hamas em 7 de Outubro.

Ainda de acordo com a UN Watch, o grupo on-line é composto por mais de 3 mil membros  e contém dezenas de arquivos com nomes de funcionários, números de identificação, horários e materiais curriculares.

Segundo as denúncias, muitos dos trabalhadores da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (UNRWA) – agência da ONU que administra escolas e serviços sociais palestinos – elogiaram explicitamente o ataque, no qual cerca de 3.000 terroristas cruzaram a fronteira para Israel, matando cerca de 1.200 pessoas e fazendo 240 reféns, sendo a maioria deles civis. Hoje, quase 130 pessoas seguem mantidas em cativeiro pelo grupo terrorista.

“Este é o núcleo principal do incitamento dos professores da UNRWA ao terrorismo jihadista”, disse Hillel Neuer, diretor-executivo dal UN Watch, referindo-se ao canal do Telegram. 

Relatórios da UN Watch

A UN Watch já denunciou a UNRWA diversas vezes por meio de seus relatórios, dizendo ter provas e imagens de antissemitismo, incitação à violência e de seus funcionários. Em Novembro, a organização divulgou seu relatório mais recente, de título “UNRWA: O ódio começa aqui.”

Para André Lajst, presidente-executivo da StandWithUs Brasil, organização que acredita na educação como forma de promover a paz, o caso é lamentável, mas não surpreende. “A UNRWA tem um longo histórico de incitação ao racismo, ao preconceito e ao ódio, o que tem sido apontado continuamente há alguns anos pelas denúncias de iniciativas como a UN Watch.” Nesta terça (9), o Embaixador de Israel nas Nações Unidas, Gilad Erdan, fez duras críticas à Assembleia Geral da ONU durante uma reunião, ressaltando a falta de ação da entidade para o resgate dos civis mantidos em cativeiro pelo Hamas.

Pela falta de ação em relação às vítimas israelenses, o embaixador disse que a ONU se tornou “cúmplice dos terroristas” e agora não tinha justificativa para existir.

A respeito dos pedidos da Assembleia por um cessar-fogo, Erdan considera que, dessa forma, “a ONU está sinalizando aos terroristas que estupram como tática de guerra que está tudo bem”, e ressaltou que os cidadãos de Israel são resilientes, com fé, esperança e determinação inquebrável para se defenderem.

Próximos passos de Israel na guerra

O objetivo de Israel com a guerra iniciada em resposta ao atentado do Hamas é destruir o grupo terrorista, retirá-lo do poder em Gaza e libertar os mais de 130 reféns que permanecem em cativeiro, de acordo com as forças de defesa e mídias israelenses.

De acordo com o jornal The Times of Israel, em dezembro, o Canal 12 informou que Israel espera expulsar a UNRWA de Gaza assim que a guerra terminar.

Segundo a mídia israelense, um documento confidencial de alto nível do Ministério das Relações Exteriores recomenda três etapas para a mudança: a primeira seria o desenvolvimento de um relatório abrangente sobre a alegada cooperação da UNRWA com o Hamas, que governa Gaza, e o envolvimento do organismo da ONU com o grupo terrorista.

A próxima fase seria a redução das operações da UNRWA no enclave palestino, no meio da procura de uma organização diferente para fornecer serviços de educação e assistência social. Por fim, na terceira fase, de acordo com o relatório, todas as funções da UNRWA seriam transferidas para o órgão que governará Gaza após a guerra.

UN Watch

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