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Ex-deputado é condenado à inelegibilidade por disseminar desinformação

Leandro Grass foi candidato ao governo do Distrito Federal em 2022 e disseminou desinformação na campanha eleitoral do mesmo ano

por

iG Último Segundo

5 de março de 2024

IG

Leandro GrassDivulgação

O ex-deputado distrital e presidente do Iphan, Leandro Grass (PV), foi condenado à inelegibilidade por 8 anos após divulgar notícias falsas durante o período eleitoral em 2022. Na época, ele concorria ao cargo de governador do Distrito Federal.

Grass foi condenado na última segunda-feira (4), ficando impossibilitado de disputar cargos públicos nesse período, a contar das eleições gerais de 2022. Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, houve um abuso dos meios de comunicação para a disseminação de desinformação sobre o adversário na disputa, o governador Ibaneis Rocha (MDB).

O ex-deputado disse em suas redes sociais que “continua firme e convicto” de que fez “a disputa eleitoral de maneira íntegra, correta e sem cometer qualquer abuso de poder”, afirmando que vai recorrer à decisão.

Entretanto, a Corte afirma que o ex-deputado se valeu do horário gratuito de rádio, TV e internet para fazer uma propagando negativa contra Rocha, utilizando de notícias falsas, grave desinformação, calúnias e difamações.

O desembargador Mario-Zam Belmiro Rosa, que é o relator do caso, foi voto vencido. Ele defendia que a chapa fosse absolvida uma vez que o fato não gerou gravidade para desequilibrar os resultados das eleições. Ibaneis Rocha venceu no primeiro turno com 50,3% dos votos.

Além de Grass, a candidata a vice-governadora Olgamir Amancia Ferreira também perdeu os direitos políticos. Já o coordenador de comunicação da campanha, Ricardo Borges Caputo Taffner, foi condenado a pagar uma multa de 20 mil reais.

Grass é sociólogo formado pela Universidade de Brasília. Em 2022, se filiou ao Partido Verde para disputar a vaga de governador distrital. Anteriormente, ele foi deputado distrital pela Rede Sustentabilidade, apresentando projetos que previam a substituição de sacolas plásticas por biodegradáveis.

Em 2020, o então deputado apresentou um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) por conta das declarações feitas no período da pandemia da Covid-19 e pelos constantes ataques ao Supremo Tribunal Federal.

Ele foi candidato pela Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, mas recebeu pouco mais de 434 mil votos. 

Em 2023, foi nomeado presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) — autarquia responsável pela preservação dos patrimônios materiais e imateriais do Brasil — pela ministra Margareth Menezes.

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