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CPI que vai investigar Padre Júlio deve ser instalada em fevereiro

Investigação foi proposta pelo vereador Rubinho Nunes (União), um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL)

por

iG Último Segundo

3 de janeiro de 2024

IG

De avental amarelo, padre Júlio Lancellotti, da Paróquia de São Miguel ArcanjoReprodução/Instagram

A CPI das ONGs, encabeçada pelo vereador de São Paulo Rubinho Nunes (União), deve ser instalada em fevereiro, com a retomada das atividades na Câmara Municipal da capital paulista.

A iniciativa pretende investigar a atuação do padre Júlio Lancellotti, da Paróquia de São Miguel Arcanjo, que realiza trabalho filantrópico no centro de São Paulo.

Duas entidades devem ser alvos da CPI — o Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto (ou Bompar) e o coletivo Craco Resiste, que levanta a bandeira contra a violência policial na cracolândia. Com informações da Folha de S. Paulo.

“É simplesmente um absurdo e obsceno que a Câmara dos Vereadores de São Paulo instale uma CPI para perseguir o Padre Júlio Lancelotti e demais organizações e figuras que, de maneira exemplar, doam seu tempo, sua força e sua vida para alimentar e acolher irmãos e irmãs em situação de rua, esquecidos pelo poder público”, disse a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) no X.

Outros parlamentares, como Nilto Tatto (PT), também se manifestaram contra a CPI nas redes sociais. “Um vereador de São Paulo, vinculado ao MBL conseguiu aprovar a criação de uma CPI que tem como alvo a atuação do Padre Júlio. Parece que a cidade de São Paulo não tem nenhum problema que mereça a atenção do vereador”, escreveu o deputado federal.

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