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Starbucks: Justiça aceita pedido de recuperação judicial da SouthRock

A empresa é a responsável pela operação comercial da Starbucks no Brasil, e reportou uma dívida de R$ 1,8 bilhão no fim de outubro.

por

Brasil Econômico

12 de dezembro de 2023

IG

O pedido foi entregue ao Tribunal de Justiça de São PauloLorena Amaro

Nesta terça-feira (12), a Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial da SouthRock Capital, companhia que protocolou o pedido no dia 31 de outubro, reportando uma dívida de R$ 1,8 bilhão. A empresa é a responsável pela operação das marcas Starbucks, Eataly e Subway.

Segundo a empresa na época, suas operações foram prejudicadas pela alta instabilidade do país, volatilidade da taxa de juros e pelas constantes variações cambiais.

O juiz Leonardo Fernandes dos Santos, da 1ª Vara de Falências de São Paulo, concluiu que a SouthRock Capital possui os requisitos para ter o requerimento de recuperação judicial. “”Em síntese, o pedido está em termos para ter o seu processamento deferido (…) verificando-se a possibilidade de superação da ‘crise econômico-financeira’ das devedoras”, escreve o juiz na decisão.

Uma vez aceito o pedido, a empresa terá 60 dias para apresentar o plano de recuperação, tendo as cobranças da dívida (execuções) sendo suspensas por um período de 180 dias.

De acordo com o magistrado, o processo protocolar de apresentação dos documentos para o pedido, bem como a resposta às solicitações, seguiram “de forma objetiva, esclarecendo diversos pormenores da situação econômica, financeira, contábil, administrativa e fiscal” da SouthRock.

“Todos os dados coletados, além de imprescindíveis à prolação da decisão judicial e posterior condução do feito, por trazer a realidade da empresa aos autos, permitirão que os credores acompanhem o processo já cientes de sua transparência e regularidade, sobretudo quando forem, eventualmente, manifestar sua vontade em AGC [assembleia geral de credores], acerca da viabilidade econômica da atividade”, disse no documento.

No dia 1º de novembro, o magistrado havia negado o pedido da empresa, após uma perícia prévia da documentação apresentada pela SouthRock até o momento. No dia 7 de novembro, ele atendeu a um pedido de tutela de urgência da companhia, antecipando alguns dos efeitos da recuperação judicial, protegendo parte do patrimônio da empresa em caráter temporário.

A empresa foi criada em 2015, operando no modelo de franquias de marcas de alimento no Brasil. Em 2020, a SouthRock reportou uma queda de 95% nas vendas em meio a crise que o mundo passava, devido ao início da pandemia da Covid-19. 

“Motivo pelo qual a plena recomposição de seu fluxo de caixa ainda não foi atingida […] Foi este o cenário que, lamentavelmente, gerou essa crise sem precedentes da empresa após o estado de calamidade pública instaurado”, disse a empresa no documento de recuperação judicial.

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