Brasil em Debate: Modernização da jornada de trabalho e os desafios para emprego e produtividade – Dep. Paulo Azi

26 de março de 2026

Em um dos temas centrais para o futuro da economia brasileira, o novo episódio do Brasil em Debate discute os impactos da modernização da jornada de trabalho sobre emprego, renda e produtividade. Com a participação do deputado Paulo Azi (União/BA), relator da proposta em tramitação no Congresso, o debate aprofunda os desafios e caminhos para uma mudança estrutural nas relações de trabalho no país.

Produtividade no centro do debate

Um dos principais pontos abordados pelo parlamentar é o papel da produtividade na discussão. Segundo Paulo Azi, “essa questão da produtividade tem ocupado um papel central nessa discussão” . Ele pondera que há uma visão simplificada sobre o tema e demonstra cautela quanto à relação direta entre redução da jornada e aumento de eficiência: “eu entendo que produtividade é algo que não pode ser medida apenas pelo desejo daquele que está exercendo uma profissão de trabalhar mais”.

O deputado reforça que a produtividade depende de múltiplos fatores estruturais, como educação, qualificação, tecnologia e ambiente de negócios: “envolve diversos fatores, sejam educacionais, sejam de capacitação, sejam de investimento em tecnologia, sejam de melhoria de ambiente de negócios”.

Riscos para o mercado de trabalho

O deputado também alertou para possíveis efeitos colaterais de mudanças abruptas, como o aumento da informalidade. Para ele, trata-se de um risco concreto: “é um risco. O Brasil já ostenta números consideráveis [...] mais de 38% dos trabalhadores do nosso país já estão na informalidade”.

Azi explica que, em alguns setores, a redução da jornada pode impactar diretamente a renda variável dos trabalhadores, o que pode levá-los a buscar compensações fora do mercado formal: “no momento em que ele vai trabalhar menos, ele vai receber menos [...] e aí ele vai fatalmente procurar compensar essa redução buscando uma outra atividade, e essa atividade fatalmente será pela informalidade”.

Emprego e equilíbrio econômico

Durante a conversa, foi destacada a importância de preservar empregos ao mesmo tempo em que se busca melhorar a qualidade de vida do trabalhador. O parlamentar foi direto ao afirmar que não há avanço se houver perda de renda: “não há por discutir uma possível redução da jornada de trabalho se vinculando isso a uma redução salarial, porque aí você não está avançando”.

Além disso, reforçou a centralidade do emprego no debate: “não há trabalho sem emprego”, destacando que qualquer proposta precisa equilibrar ganhos sociais com sustentabilidade econômica.

Diálogo entre trabalhadores e setor produtivo

Um ponto central do debate foi a necessidade de superar a visão de conflito entre empregadores e empregados. Ao relatar a fala de um empresário, o deputado destacou: “já passou o tempo em que empregados e empregadores se tratavam como adversários. Hoje todos estamos no mesmo barco”.

A afirmação reforça a importância de uma construção conjunta, baseada no diálogo e na negociação, para avançar em soluções equilibradas.

Transição e responsabilidade institucional

O parlamentar defendeu ainda a necessidade de um período de transição para que os diferentes setores da economia possam se adaptar às mudanças. Segundo ele, “é importante que você possa estabelecer uma regra de transição para que essas alterações possam ser absorvidas pelos diversos setores produtivos do nosso país”.

Azi também chamou atenção para o contexto político da discussão, destacando que o tema exige responsabilidade: “um tema como esse não pode ser levado a uma discussão populista ou demagógica”.

O papel do Estado e a construção de soluções

A participação do governo foi apontada como essencial para viabilizar a implementação das mudanças, especialmente em setores mais intensivos em mão de obra. Segundo o deputado, “é importante a participação do governo. O governo tem instrumentos ao seu dispor que pode dividir essa conta com o setor produtivo, pelo menos num período de transição”.

Ele avalia que diferentes setores terão impactos distintos, o que exige uma abordagem calibrada e coordenada entre os atores envolvidos.

Os próximos passos

A tramitação da proposta seguirá com a realização de audiências públicas, ouvindo representantes do governo, trabalhadores e entidades empresariais. O objetivo, segundo o parlamentar, é construir um diagnóstico sólido: “para que nós possamos primeiro ter um diagnóstico, saber efetivamente quais são as consequências dessas medidas e buscarmos juntos instrumentos que possam mitigar os seus efeitos”.

A expectativa é que o Congresso avance em uma proposta que concilie desenvolvimento econômico, geração de empregos e melhoria nas condições de trabalho, com base em dados, diálogo e responsabilidade institucional.

Brasil em Debate

O Brasil em Debate, iniciativa do Instituto Unidos Brasil (IUB), é um podcast que vai além do formato tradicional ao se consolidar como um espaço estruturado para aprofundar discussões sobre temas centrais da agenda pública e do Congresso Nacional.

O programa reúne parlamentares, representantes de associações e executivos do setor produtivo, com o objetivo de promover um debate qualificado, plural e multissetorial, ouvindo diferentes perspectivas, independentemente de partido ou posicionamento político. Mais do que gerar engajamento, o foco está na produção de conteúdo consistente, confiável e útil, que contribua para a compreensão dos temas, registre posicionamentos e auxilie na formação de opinião.

Anexo

Brasil em Debate: Modernização da jornada de trabalho e os desafios para emprego e produtividade – Dep. Paulo Azi

Brasil em Debate: Modernização da jornada de trabalho e os desafios para emprego e produtividade – Dep. Paulo Azi

26 de março de 2026

Em um dos temas centrais para o futuro da economia brasileira, o novo episódio do Brasil em Debate discute os impactos da modernização da jornada de trabalho sobre emprego, renda e produtividade. Com a participação do deputado Paulo Azi (União/BA), relator da proposta em tramitação no Congresso, o debate aprofunda os desafios e caminhos para uma mudança estrutural nas relações de trabalho no país.

Produtividade no centro do debate

Um dos principais pontos abordados pelo parlamentar é o papel da produtividade na discussão. Segundo Paulo Azi, “essa questão da produtividade tem ocupado um papel central nessa discussão” . Ele pondera que há uma visão simplificada sobre o tema e demonstra cautela quanto à relação direta entre redução da jornada e aumento de eficiência: “eu entendo que produtividade é algo que não pode ser medida apenas pelo desejo daquele que está exercendo uma profissão de trabalhar mais”.

O deputado reforça que a produtividade depende de múltiplos fatores estruturais, como educação, qualificação, tecnologia e ambiente de negócios: “envolve diversos fatores, sejam educacionais, sejam de capacitação, sejam de investimento em tecnologia, sejam de melhoria de ambiente de negócios”.

Riscos para o mercado de trabalho

O deputado também alertou para possíveis efeitos colaterais de mudanças abruptas, como o aumento da informalidade. Para ele, trata-se de um risco concreto: “é um risco. O Brasil já ostenta números consideráveis [...] mais de 38% dos trabalhadores do nosso país já estão na informalidade”.

Azi explica que, em alguns setores, a redução da jornada pode impactar diretamente a renda variável dos trabalhadores, o que pode levá-los a buscar compensações fora do mercado formal: “no momento em que ele vai trabalhar menos, ele vai receber menos [...] e aí ele vai fatalmente procurar compensar essa redução buscando uma outra atividade, e essa atividade fatalmente será pela informalidade”.

Emprego e equilíbrio econômico

Durante a conversa, foi destacada a importância de preservar empregos ao mesmo tempo em que se busca melhorar a qualidade de vida do trabalhador. O parlamentar foi direto ao afirmar que não há avanço se houver perda de renda: “não há por discutir uma possível redução da jornada de trabalho se vinculando isso a uma redução salarial, porque aí você não está avançando”.

Além disso, reforçou a centralidade do emprego no debate: “não há trabalho sem emprego”, destacando que qualquer proposta precisa equilibrar ganhos sociais com sustentabilidade econômica.

Diálogo entre trabalhadores e setor produtivo

Um ponto central do debate foi a necessidade de superar a visão de conflito entre empregadores e empregados. Ao relatar a fala de um empresário, o deputado destacou: “já passou o tempo em que empregados e empregadores se tratavam como adversários. Hoje todos estamos no mesmo barco”.

A afirmação reforça a importância de uma construção conjunta, baseada no diálogo e na negociação, para avançar em soluções equilibradas.

Transição e responsabilidade institucional

O parlamentar defendeu ainda a necessidade de um período de transição para que os diferentes setores da economia possam se adaptar às mudanças. Segundo ele, “é importante que você possa estabelecer uma regra de transição para que essas alterações possam ser absorvidas pelos diversos setores produtivos do nosso país”.

Azi também chamou atenção para o contexto político da discussão, destacando que o tema exige responsabilidade: “um tema como esse não pode ser levado a uma discussão populista ou demagógica”.

O papel do Estado e a construção de soluções

A participação do governo foi apontada como essencial para viabilizar a implementação das mudanças, especialmente em setores mais intensivos em mão de obra. Segundo o deputado, “é importante a participação do governo. O governo tem instrumentos ao seu dispor que pode dividir essa conta com o setor produtivo, pelo menos num período de transição”.

Ele avalia que diferentes setores terão impactos distintos, o que exige uma abordagem calibrada e coordenada entre os atores envolvidos.

Os próximos passos

A tramitação da proposta seguirá com a realização de audiências públicas, ouvindo representantes do governo, trabalhadores e entidades empresariais. O objetivo, segundo o parlamentar, é construir um diagnóstico sólido: “para que nós possamos primeiro ter um diagnóstico, saber efetivamente quais são as consequências dessas medidas e buscarmos juntos instrumentos que possam mitigar os seus efeitos”.

A expectativa é que o Congresso avance em uma proposta que concilie desenvolvimento econômico, geração de empregos e melhoria nas condições de trabalho, com base em dados, diálogo e responsabilidade institucional.

Brasil em Debate

O Brasil em Debate, iniciativa do Instituto Unidos Brasil (IUB), é um podcast que vai além do formato tradicional ao se consolidar como um espaço estruturado para aprofundar discussões sobre temas centrais da agenda pública e do Congresso Nacional.

O programa reúne parlamentares, representantes de associações e executivos do setor produtivo, com o objetivo de promover um debate qualificado, plural e multissetorial, ouvindo diferentes perspectivas, independentemente de partido ou posicionamento político. Mais do que gerar engajamento, o foco está na produção de conteúdo consistente, confiável e útil, que contribua para a compreensão dos temas, registre posicionamentos e auxilie na formação de opinião.

Anexo

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Brasil em Debate: Modernização da jornada de trabalho e os desafios para emprego e produtividade – Dep. Paulo Azi

26 de março de 2026

Em um dos temas centrais para o futuro da economia brasileira, o novo episódio do Brasil em Debate discute os impactos da modernização da jornada de trabalho sobre emprego, renda e produtividade. Com a participação do deputado Paulo Azi (União/BA), relator da proposta em tramitação no Congresso, o debate aprofunda os desafios e caminhos para uma mudança estrutural nas relações de trabalho no país.

Produtividade no centro do debate

Um dos principais pontos abordados pelo parlamentar é o papel da produtividade na discussão. Segundo Paulo Azi, “essa questão da produtividade tem ocupado um papel central nessa discussão” . Ele pondera que há uma visão simplificada sobre o tema e demonstra cautela quanto à relação direta entre redução da jornada e aumento de eficiência: “eu entendo que produtividade é algo que não pode ser medida apenas pelo desejo daquele que está exercendo uma profissão de trabalhar mais”.

O deputado reforça que a produtividade depende de múltiplos fatores estruturais, como educação, qualificação, tecnologia e ambiente de negócios: “envolve diversos fatores, sejam educacionais, sejam de capacitação, sejam de investimento em tecnologia, sejam de melhoria de ambiente de negócios”.

Riscos para o mercado de trabalho

O deputado também alertou para possíveis efeitos colaterais de mudanças abruptas, como o aumento da informalidade. Para ele, trata-se de um risco concreto: “é um risco. O Brasil já ostenta números consideráveis [...] mais de 38% dos trabalhadores do nosso país já estão na informalidade”.

Azi explica que, em alguns setores, a redução da jornada pode impactar diretamente a renda variável dos trabalhadores, o que pode levá-los a buscar compensações fora do mercado formal: “no momento em que ele vai trabalhar menos, ele vai receber menos [...] e aí ele vai fatalmente procurar compensar essa redução buscando uma outra atividade, e essa atividade fatalmente será pela informalidade”.

Emprego e equilíbrio econômico

Durante a conversa, foi destacada a importância de preservar empregos ao mesmo tempo em que se busca melhorar a qualidade de vida do trabalhador. O parlamentar foi direto ao afirmar que não há avanço se houver perda de renda: “não há por discutir uma possível redução da jornada de trabalho se vinculando isso a uma redução salarial, porque aí você não está avançando”.

Além disso, reforçou a centralidade do emprego no debate: “não há trabalho sem emprego”, destacando que qualquer proposta precisa equilibrar ganhos sociais com sustentabilidade econômica.

Diálogo entre trabalhadores e setor produtivo

Um ponto central do debate foi a necessidade de superar a visão de conflito entre empregadores e empregados. Ao relatar a fala de um empresário, o deputado destacou: “já passou o tempo em que empregados e empregadores se tratavam como adversários. Hoje todos estamos no mesmo barco”.

A afirmação reforça a importância de uma construção conjunta, baseada no diálogo e na negociação, para avançar em soluções equilibradas.

Transição e responsabilidade institucional

O parlamentar defendeu ainda a necessidade de um período de transição para que os diferentes setores da economia possam se adaptar às mudanças. Segundo ele, “é importante que você possa estabelecer uma regra de transição para que essas alterações possam ser absorvidas pelos diversos setores produtivos do nosso país”.

Azi também chamou atenção para o contexto político da discussão, destacando que o tema exige responsabilidade: “um tema como esse não pode ser levado a uma discussão populista ou demagógica”.

O papel do Estado e a construção de soluções

A participação do governo foi apontada como essencial para viabilizar a implementação das mudanças, especialmente em setores mais intensivos em mão de obra. Segundo o deputado, “é importante a participação do governo. O governo tem instrumentos ao seu dispor que pode dividir essa conta com o setor produtivo, pelo menos num período de transição”.

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