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PF marca novo depoimento de Mauro Cid para a próxima segunda (11)

Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro presta novo esclarecimento à PF após depoimento de Freire Gomes, ex-comandante do Exército

por

iG Último Segundo

6 de março de 2024

IG

Mauro Cid em depoimento na CPMI dos Atos GolpistasEdilson Rodrigues/Agência Senado

A Polícia Federal (PF) marcou um novo depoimento de Mauro Cid para segunda-feira (11), após ouvir o ex-comandante do Exército Freire Gomes na última sexta (1º).

Marcado para ocorrer na sede da PF em Brasília, espera-se que o depoimento do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) tire dúvidas, confirme versões e apresente mais detalhes a partir das revelações feitas por Freire Gomes, segundo reportou o g1.

Mauro Cid fez acordo de delação premiada e é considerado peça-chave nos principais inquéritos realizados pela Diretoria de Inteligência da PF, que envolvem o ex-presidente da República e aliados. 

Na manhã desta quinta-feira (8), a Polícia Federal deflagrou a Operação Tempus Veritatis. A ação tinha como alvo um grupo que, supostamente, teria arquitetado um golpe após as eleições de 2022, com o objetivo de manter o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil – 20.02.2020
Ao todo, foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, além de 4 mandados de prisão preventiva e 44 de medidas cautelares. Elas foram cumpridas nos estados do Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal.Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – 04.10.2016
A operação teve como base a delação do ex-ajudante de ordem de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid. Outras provas também foram coletadas pela PF para justificar as buscas promovidas pela operação. Os mandados foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de MoraesFoto: Antônio Cruz/Agência Brasil – 24.08.2023
Dentre os alvos, destaca-se o ex-presidente Jair Bolsonaro. Na operação, os agentes foram à casa do ex-mandatário em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, com o objetivo de apreender o passaporte. Entretanto, o documento não estava no local, sendo dado o prazo de 24 horas para ele ser entregue à Polícia. No tarde desta quinta-feira, o documento foi entregue em Brasília, sendo confirmado pelo advogado do ex-presidente, Paulo Bueno.Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – 04.12.2018
Dentre os presos, estão: os ex-assessores de Bolsonaro, coronel Marcelo Costa Câmara e Filipe Martins; o major do Exército Rafael Martins de Oliveira; e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.Foto: Montagem/Portal iG – 08.02.2024
A lista de investigados conta com ex-ministros de Bolsonaro e aliados, como o ex-ministro da Casa Civil Braga Netto; ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno; ex-ministro da Justiça Anderson Torres; e o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira.Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – 25.09.2023
O ex-ministro da Justiça, inclusive, já responde ao STF por suspeita de conivência e omissão com os atos antidemocráticos do 8 de janeiro. Por conta desta acusação, Anderson Torres ficou quase quatro meses preso em 2023.Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil – 09.03.2023
Segundo a PF, o grupo teria se dividido em diferentes núcleos que disseminavam peças de desinformação sobre a fraude nas eleições de 2022. Elas teriam começado antes das eleições para “viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em dinâmica de milícia digital’.Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil – 16.10.2022
A primeira parte do grupo teria trabalhado na construção de uma imagem de que as eleições foram fraudadas, espalhando fake news sobre a vulnerabilidade do sistema de votação eletrônico. A PF ainda afirma que o discurso é repetido desde 2019, e continuou após a vitória e posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Foto: Pedro França/Agência Senado – 31.03.2023
Já o segundo eixo ficou encarregado de atuar na promoção de atos para subsidiar a abolição do Estado Democrático de Direito, com a promoção de um golpe de Estado. Segundo as investigações, o grupo era apoiado por militares com conhecimento tático de forças especiais em ambiente politicamente sensível.Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil – 01.09.2023
A Operação Tempus Veritatis, que vem do Latim “hora da verdade”, é apenas uma das operações que estão em curso investigando a família do ex-presidente e aliados. Outras são: Operação Vigilância Aproximada, que investiga a chamada “Abin Paralela”; Operação Última Milha, investigando sobre o uso da ferramenta de espionagem “First Mile”; Operação Lucas 12:2, focado na investigação de um grupo ligado à Bolsonaro que supostamente comercializava joias e outros bens de valor; Operação Venire, que apura sobre a adulteração de dados sobre a vacinação contra a Covid-19 no sistema do Ministério da Saúde; e a Operação Lesa Pátria, mais conhecida, que investiga os atos antidemocráticos do 8 de janeiro.Foto: Polícia Federal/Agência Brasil – 08.02.2024

No âmbito da Operação Tempus Veritatis – que investiga um possível plano de tentativa de golpe de Estado, com uma minuta de decreto que previa “Estado de Defesa” –, o ex-presidente Bolsonaro foi intimado a prestar depoimento na PF no dia 22 de fevereiro.

A minuta foi encontrada no seu escritório, na sede do Partido Liberal em Brasília, sem assinaturas. Bolsonaro usou o direito de permanecer em silêncio durante o depoimento.

Segundo o inquérito, a minuta do decreto sob análise da cúpula do governo Bolsonaro previa não só novas eleições após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em outubro de 2022, mas a prisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

De acordo com o relatório da Polícia Federal, o texto da minuta teria sido editado e passou a prever somente a prisão de Moraes. A indicação consta de mensagens encontradas no celular de Mauro Cid.

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