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Deputado federal do PL se torna réu por violência política de gênero

A vítima é a deputada estadual Camila Valadão (PSOL), ela foi chamada de "satanista" e "assassina de bebês"

por

iG Último Segundo

6 de março de 2024

IG

Gilvan Aguiar Costa (PL) à esquerda, e a vítima dos ataques, a deputada estadual Camila Valadão (PSOL)Reprodução

O deputado federal Gilvan da Federal (PL), se tornou réu por violência política de gênero após decisão da Justiça Eleitoral do Espírito Santo. A vítima é a deputada estadual Camila Valadão (PSOL), que foi chamada de “satanista” e “assassina de bebês e crianças” quando ambos eram vereadores em Vitória.

Os ataques feitos pelo deputado bolsonarista foram realizados em dezembro de 2021. À época, ele estaria revoltado com os professores que estavam presentes no plenário e ofendeu a então vereadora, que se colocou em defesa dos profissionais da educação.

O Ministério Público apresentou a denúncia e foi acolhida pela juíza eleitoral Heloísa Criello no fim do mês passado. O MP acredita que as declarações “ultrapassaram as diferenças políticas” e entraram no “campo da agressão”.

Em um trecho, a denúncia diz que “utilizou de menosprezo à condição de mulher, com a finalidade de impedir ou de dificultar o desempenho de seu mandato eletivo; outrossim, ele a injuriou, ofendeu sua dignidade e decoro, ao utilizar elementos diferenciados, pejorativos, referentes à religião”.

A tendência agora é que o deputado apresente sua defesa e o processo siga para a coleta de provas. Após isso, a Corte vai decidir se Gilvan será condenado ou não pelos crimes apontados pelo MP.

Por meio das redes sociais, a deputada capixaba se emocionou com a decisão da Justiça Eleitoral. ”Foram dois anos de agressões cotidianas no exercício das minhas atividades parlamentares, na Câmara Municipal de Vitória, por esse sujeito. Fui interrompida, desqualificada, insultada, chamada de ‘covarde’, ‘canalha’, ‘maquiavélica’”, diz um trecho de seu pronunciamento. Gilvan ainda não se pronunciou sobre o caso.

O parlamentar já foi alvo da Justiça outras duas vezes: em 2022, o deputado se tornou réu após afirmar que a ativista transsexual Deborah Sabará “não era uma mulher”; neste ano, foi condenado a indenizar a secretária das Mulheres do Espírito Santos, Jaqueline Moraes (PSB), por difamação.

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